Nossa visão

Nossa visão

A Praxis pretende usar as competências que seus sócios desenvolveram individualmente como base para criar um núcleo de excelência dedicado à formação de pessoas e gestão de cultura em famílias e empresas. Hoje, nossa atuação transcorre dentro do ambiente íntimo e eficiente do consultório ou das empresas. Ali, o contexto das sessões individuais, seminários e grupos psicoterapêuticos ou de estudo nos permite oferecer diretamente aos que nos procuram os estímulos necessários para maximizar sua organização pessoal e social. Todo o processo de formação e transmissão da aprendizagem é ligado ao contato personalíssimo que dá vida e sentido a todo o sistema.

O vínculo criado por este contato pessoal é um dos pilares do nosso processo de aprendizagem. Sua profundidade garante que todos se abram para o diálogo e fiquem à vontade para se questionar. Dele também nasce o elemento humano, o que permite a cada um ligar sua própria experiência às abstrações que destilamos da cultura. Dele, entretanto, vêm também limitações. Como reter a aprendizagem, quando ela passa a competir com o dia-a-dia? Como maximizar a criação de novos hábitos, uma vez que essa internalização ocorre fora do ambiente de aprendizagem? Como atingir um público maior sem perder as vantagens do que é especial, único, personalíssimo? Estas questões nos colocam no centro do trade-off que separa a profundidade da superficialidade, o secreto do profano, o esforço requerido para a aprendizagem da pressa e do automatismo da vida quotidiana.

Nossa visão de como resolver estes dilemas envolve a transformação do ecossistema já existente em um pólo de criação e transmissão de conhecimento sobre o fenômeno da organização. Na sua estrutura, este
Centro deve incluir novos profissionais e criadores de conteúdo mas manter a divisão entre o atendimento personalíssimo fornecido pela Praxis Pessoas e Empresas e a disseminação proporcionada pela Praxis Educação. No seu espírito, ele deve obedecer a uma linha de significação em que a densidade da teoria e do contato pessoal iluminam a superficialidade dos produtos digitais; a uma linha oposta em que a escala e o acesso proporcionados pela tecnologia compensam as limitações do atendimento personalíssimo; e a uma ênfase na apresentação estética, que reforce a compreensão, a retenção e a divulgação do que de outra forma seria difícil, hermético, inacessível.

Encontra-se aqui a nossa verdadeira utopia: minimizar a distância que desde sempre tem separado a busca da verdade da necessidade de transmití-la, a essência da aparência, o conteúdo da retórica. Se conseguirmos que as reflexões trazidas pelo estudo e pela vivência do fenômeno organização diminuam o chamado das verdades fáceis, seremos bem sucedidos na nossa tarefa original, a de integrar, ao menos por um instante, as demandas do realismo e do idealismo.

Finalmente, podemos concluir esta visão de futuro com uma lembrança de que todas as nossas propostas de verdade devem levar em conta o acaso, o inesperado, o erro e as ambiguidades e contradições e paradoxos que caracterizam a vida. Como todo sonho, portanto, este nos remete às velhas histórias em que o idealismo não domina o realismo, nem o gênio a loucura.  Dizem os antigos que “Ícaro, filho do ateniense Dédalo, ficou preso no labirinto que seu pai construiu. Depois de conseguir escapar com a ajuda de asas artificiais, fixadas ao ombro e feitas com penas unidas por meio de cera, Ícaro desobedeceu às instruções paternas e aproximou-se muito do sol. Este derreteu a cera, caíram as penas e Ícaro tombou do alto céu”. (Tassilo) Orpheu Spalding, Dicionário de Mitologia Greco-Latina). O mito de Ícaro nos lembra mais uma vez que toda tentativa humana de ir além do quotidiano deve basear-se na dúvida, e não na verdade. Dele nasce também um princípio que deve nortear todos que querem, ou precisam, continuar tentando: sempre misturar o espírito de aventura com a consciência do risco, a ambição com a humildade, o sonho com a reflexão sobre o sonho, o desejo de transcender com um profundo respeito à possibilidade de perda na alienação e no orgulho. Que nossa busca de integrar idealismo e realismo não repita o erro de Ícaro e ache um caminho que parta do labirinto e se aproxime do sol.

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